FORTALEZA — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou ministros ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar proteger Alexandre de Moraes durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada nesta terça-feira (15), durante agenda de campanha na capital do Ceará.
A sessão analisava a possibilidade de abertura de uma investigação sobre Moraes, mas terminou após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A medida permite mais tempo, de até 90 dias, antes da retomada da análise. Não houve decisão definitiva, e o mérito do caso não chegou a ser formalmente discutido.
O placar parcial ficou em 4 votos a 3 pela análise separada dos casos de Moraes e de André Mendonça. Para Flávio Bolsonaro, a solicitação de Dino impediu o avanço da apuração contra o ministro.
“Todo mundo viu ali que os ministros do Lula trabalharam forte para blindar o Alexandre de Moraes”, afirmou o candidato. Ele também criticou a participação do procurador-geral da República na sessão, dizendo que o chefe do Ministério Público é citado nas investigações.
Propostas para o Supremo
Flávio Bolsonaro afirmou que sua eventual eleição mudaria a composição do STF. Ele disse que indicaria cinco ministros, considerando também a possibilidade de impeachment ou afastamento de Moraes. O candidato declarou que escolheria nomes com posições contrárias ao aborto e às drogas e que, segundo ele, respeitassem a Constituição.
“O único caminho para o Brasil viver é a eleição de Flávio Bolsonaro”, disse. O candidato também associou Lula a Moraes e afirmou que votar no presidente seria votar no ministro do Supremo.
Durante a agenda em Fortaleza, Flávio se reuniu com aliados e acompanhou a sessão da Corte antes de seguir para um comício à noite. O candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), que tem o apoio do PL nestas eleições, não se encontrou com ele. Ciro tem evitado aparecer ao lado de presidenciáveis e busca eleitores de direita e de esquerda.








