PONTA GROSSA — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Alexandre de Moraes não deveria continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu após uma visita ao ex-assessor internacional Filipe Martins, na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, no Paraná.
Flávio chamou Moraes de “laranja podre” no Supremo e criticou a atuação do ministro nos processos relacionados ao 8 de Janeiro. Para o senador, os julgamentos foram uma farsa e tiveram como alvo um grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Martins foi condenado a 21 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado. Ele atuava como assessor internacional de Jair Bolsonaro. A autorização para a visita foi concedida por Moraes, e Flávio passou mais de uma hora conversando com o ex-assessor.
Na saída do presídio, o senador disse que Martins é vítima de perseguição e que está preso por causa de uma minuta de golpe que, segundo ele, nunca existiu. Flávio também afirmou que o ex-assessor não cometeu irregularidades.
“Ele é mais um injustiçado, mais um perseguido, mais uma vítima dessa grande farsa que foi o 8 de Janeiro”, disse Flávio Bolsonaro. Em outra declaração, afirmou que Moraes usou o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos e que repete esse método contra pessoas de direita.
O senador Sergio Moro (PL-PR) acompanhou Flávio até o presídio, mas não participou do encontro porque a autorização era apenas para o colega. Moro já havia visitado Martins e classificou como equivocada a condenação do ex-assessor pelo Supremo. Para ele, integrantes do 8 de Janeiro receberam penas absurdas e houve desrespeito à legislação.
A defesa política de Martins também se relaciona a um documento usado no processo e a um registro migratório americano. O juiz Gregory Presnell declarou fraudulento o registro de entrada de Martins nos Estados Unidos em dezembro de 2022, inserido nos sistemas oficiais da Patrulha de Fronteira.
Flávio ainda citou conversas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, que foram vazadas nesta semana. Segundo relatório da PF mencionado pelo senador, o ministro teria defendido interesses do banqueiro e corrigido o texto de um acordo envolvendo sua esposa, a advogada Viviane Barci, no valor de 131 milhões de reais com o Master.








