A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende voltar a destacar as propostas de segurança pública nos últimos dias do primeiro turno da eleição presidencial. O tema é apontado como uma das principais preocupações do eleitorado e está entre as bandeiras do candidato.
A estratégia ganhou força após uma declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre mulheres aprenderem a “tomar toque desde quando é pequena”. Lula fazia uma defesa de exames de rotina, como os ginecológicos, ao falar dos cuidados de homens contra o câncer de próstata.
Aliados de Flávio passaram a apresentar a fala como sexualizada e desrespeitosa com mulheres, especialmente crianças. O PT afirma que a declaração foi retirada do contexto de um pronunciamento sobre saúde.
Segurança pública na propaganda
Uma nova peça publicitária do PL usa a fala de Lula, menciona registros de estupro de vulneráveis no país no ano passado e exibe declarações de Flávio sobre a castração química de estupradores. O candidato também defende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e, em alguns casos graves, para 14 anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse ser pai de duas meninas e afirmou que mulheres devem ser protegidas e crianças, cuidadas. Outra produção do partido reúne recortes sobre posições de parlamentares de esquerda contrárias ao endurecimento de penas para crimes como furtos e latrocínios.
O material também aborda feminicídio e afirma que o governo Lula não apoia equiparar organizações criminosas a terroristas. A propaganda termina com um apelo ao voto útil no primeiro turno.
Na terça (29), Flávio gravou programa eleitoral com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sobre o Smart Sampa. O sistema usa reconhecimento facial e leitura de placas, com integração de equipamentos públicos e privados, para auxiliar na identificação e na prisão de suspeitos. A intenção é ampliar a ferramenta para todo o país. O programa deve ser exibido nos próximos dias.








