RIO DE JANEIRO — O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (25) que a viagem feita com a família dos Estados Unidos para o Brasil, em janeiro de 2025, não teve relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, o voo foi um convite do advogado e empresário Willer Tomaz, que seria o proprietário da aeronave.
A viagem saiu de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, com destino a Brasília. Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. O avião era administrado por uma empresa ligada ao dono do Banco Master.
“Não tem absolutamente nada a ver com o Vorcaro”, disse Flávio a jornalistas. Ele afirmou ainda que Ministério Público, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal estão “aparelhados” para perseguir pessoas próximas a ele. Ao mencionar Willer, chamou o advogado de “respeitadíssimo”.
A viagem foi revelada na quarta-feira (23). De acordo com Willer Tomaz, a venda de uma das cotas da aeronave Fraction 024 à Prime You ocorreu sem seu consentimento. A empresa operava o avião e teve Daniel Vorcaro como sócio de 2021 até setembro de 2025.
Na data do voo, Vorcaro já detinha um terço das cotas do jato por meio da Prime You. Relatórios da Polícia Federal de maio de 2025 apontaram que cada participação de 33,33% era avaliada em US$ 5,5 milhões.
Quem é Willer Tomaz
A proprietária formal do avião é a Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., cuja estrutura de propriedade compartilhada inclui a participação de Willer Tomaz, representado pela empresa Alcazar Holdings; a de Laércio Cosentino, fundador da TOTVS; e a terceira cota, ligada à Prime You e a Daniel Vorcaro.
Willer Tomaz foi alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, investigação sobre descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A operação foi deflagrada em abril de 2025 pela PF e pela Controladoria Geral da União.
Segundo a PF, o advogado é suspeito de atuar na lavagem de recursos em uma apuração que envolve o senador Weverton Rocha e familiares. Em agosto deste ano, Tomaz foi alvo de busca e apreensão em investigação sobre possíveis movimentações financeiras e patrimoniais usadas para ocultar recursos ligados ao senador.
Em nota, o advogado negou envolvimento com irregularidades no INSS e afirmou que não é investigado no procedimento da Polícia Federal.








