A possível proibição das apostas esportivas e dos cassinos on-line no Brasil pode eliminar cerca de 15,5 mil postos de trabalho. O impacto deve se concentrar principalmente no setor de informática.
As empresas do segmento sinalizaram que podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso a atividade seja proibida. A medida também levanta dúvidas sobre a manutenção de repasses previstos na legislação para áreas como assistência social, Justiça e Saúde.
De janeiro a julho de 2026, a arrecadação do setor chegou a R$ 8,75 bilhões. O valor não inclui os R$ 2,5 bilhões pagos pelas empresas em outorgas no ano anterior.
Arrecadação e programas
Oficialmente, o Ministério da Fazenda afirma não estar preocupado com a arrecadação. Dario Durigan declarou que “se faz mal para o povo, a arrecadação não se justifica”.
Também existe preocupação na Fazenda e em outras pastas, principalmente nos ministérios da Justiça e da Saúde. Uma eventual proibição obrigaria o governo federal a buscar recursos, em um orçamento considerado muito apertado, para manter os programas em funcionamento.
A regulamentação das apostas começou a ser discutida no governo de Jair Bolsonaro (PL), quando ocorreram as primeiras autorizações. A regulamentação foi concluída durante o governo Lula.
Possível transição
Uma das alternativas avaliadas para evitar uma regra de transição muito pesada é renegociar dívidas. Também está em debate como reintegrar ao mercado de trabalho os profissionais desligados com o eventual fechamento das operações do setor.
O desafio, conforme a avaliação apresentada por Larissa Rodrigues, é definir como o governo federal lidará com a regulamentação criada pelo próprio governo Lula diante de uma possível proibição.








