Jaques Wagner (PT), de 75 anos, disputa a reeleição ao Senado pela Bahia. A chapa tem como suplentes Edvaldo Brito (PSD) e Aladilce (PCdoB). Ele ocupa o cargo desde 2018, quando foi eleito senador.
Nascido no Rio de Janeiro e filho de imigrantes judeus poloneses, Wagner começou a atuar politicamente durante a faculdade. Em 1969, integrou o movimento estudantil na PUC-Rio, onde cursava Engenharia Civil. Abandonou o curso em 1973 e deixou o Rio por medo dos órgãos da ditadura.
Após passar alguns meses em Minas Gerais, estabeleceu-se na Bahia. Trabalhou como técnico de manutenção na indústria petroquímica e atuou no Sindiquímica-BA, sindicato do qual foi diretor e presidente. Em 1980, ajudou Luís Inácio Lula da Silva a fundar o PT e a CUT na Bahia, tornando-se o primeiro presidente das duas organizações no estado.
Trajetória política
Wagner foi eleito deputado federal em 1990 e reelegeu-se em 1994 e 1998. Também disputou, sem vencer, a Prefeitura de Camaçari e o governo da Bahia.
A convite de Lula, assumiu o Ministério do Trabalho em 2003. Em 2005, tornou-se ministro das Relações Institucionais e recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Defesa. Depois, ocupou a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.
Em outubro de 2006, foi eleito governador da Bahia pelo PT, com 52,89% dos votos no primeiro turno. Em 2010, reelegeu-se na mesma etapa, com 63,83% dos votos válidos. Em dezembro de 2014, assumiu o Ministério da Defesa no segundo mandato de Dilma Rousseff. Em 2016, deixou o cargo e passou a chefiar o Gabinete Pessoal da Presidência da República, onde ficou até o afastamento da presidente.
Investigação e propostas
Wagner foi relacionado ao caso do Banco Master. A Polícia Federal afirmou ter identificado elementos que indicam o "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente" por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias ligadas ao banco. Documentos tornados públicos também registram que ele se recusou a fornecer as senhas dos celulares durante uma operação em sua casa, em Salvador.
Entre as pautas destacadas em material oficial do PT estão meio ambiente, geração de emprego e renda, defesa dos trabalhadores, ciência e inovação, agricultura familiar e democracia. O combate ao ódio e ao autoritarismo também aparece entre as prioridades.
Além de Wagner, concorrem ao Senado pela Bahia Angelo Coronel, Carlos Sodré, Gregorio Gould, João Roma, Marcelo Carvalho, Marcelo Millet, Marcelo Santtana, Professora Delliana e Rui Costa.








