SAINT-PIERRE E MIQUELON — Canadá e França decidiram ampliar a cooperação em áreas estratégicas, incluindo defesa, espaço e energia. O anúncio foi feito neste domingo (20) pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, durante uma entrevista coletiva conjunta no território francês de Saint-Pierre e Miquelon.
Os dois países encarregaram suas agências espaciais e seus ministérios da Defesa de desenvolver sistemas de lançamento espacial e estruturas terrestres para receber dados. Macron também afirmou que a França analisa como o Canadá pode contribuir para aumentar o fornecimento de energia à Europa.
“Os projetos canadenses de gás natural liquefeito podem ajudar. Eles são importantes para a Europa e vão abrir novas oportunidades entre nossos dois países”, disse Macron. Segundo o presidente francês, os governos iniciaram discussões sobre projetos concretos de cooperação bilateral.
Aproximação com a União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta semana que a União Europeia quer abrir espaço para que o Canadá se torne seu primeiro membro associado. Esse status não está previsto nos tratados do bloco.
A proposta ocorre em meio à busca europeia por novas parcerias em energia e defesa. Von der Leyen disse que a UE e o Canadá podem trabalhar em setores como indústria manufatureira, inteligência artificial, minerais essenciais, energia e defesa.
“As parcerias são uma escolha estratégica para a Europa. Mas elas também respondem à ruptura no sistema internacional baseado em regras”, afirmou von der Leyen em seu discurso anual sobre o Estado da União Europeia, em Estrasburgo.
Mark Carney declarou no início desta semana que o Canadá buscava uma “aliança única” com a União Europeia, mas não a adesão ao bloco. Von der Leyen convidou o primeiro-ministro canadense para falar em Estrasburgo, onde ele fará seu discurso na quinta-feira (17).
A viagem ocorre após o fracasso das negociações comerciais entre Canadá e Estados Unidos no mês passado, que desencadeou medidas tarifárias de retaliação. Von der Leyen disse que a parceria proposta com o Canadá “não se volta contra ninguém”, em uma possível tentativa de evitar antagonizar o presidente dos EUA, Donald Trump.







