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Lula defende regras para parentes de ministros do Judiciário advogarem
Foto: Reprodução/Canal Gov
Política

Lula defende regras para parentes de ministros do Judiciário advogarem

Presidente disse que integrantes do Judiciário não devem enriquecer e pediu investigação sobre contratos ligados a Daniel Vorcaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma reforma no Poder Judiciário e afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal não deveriam ter mulher, filho ou pai atuando como advogado. A declaração foi dada em entrevista nesta terça-feira (15), após o julgamento que analisou o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Lula disse que quem ocupa o Judiciário não pode buscar enriquecimento e defendeu a criação de critérios para a atuação de familiares de integrantes da Suprema Corte. Para o presidente, o tribunal deve servir de exemplo e ninguém pode permanecer sob suspeita. Ele também afirmou que eventuais responsáveis por erros devem ser punidos.

Relatórios da Polícia Federal apontam que o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, assinou contratos com empresas representadas por Daniel Vorcaro. Um dos acordos previa até R$ 50 milhões em honorários, que poderiam ser pagos por transferência bancária ou doação em pagamento, incluindo bens, imóveis ou serviços. Depois, ficou definido que R$ 40 milhões seriam pagos com participações em duas empresas ligadas a aeronaves.

Julgamento no Supremo

O Supremo analisou se os casos de Moraes e André Mendonça, relacionados às investigações do Banco Master, deveriam continuar separados. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise. O presidente da Corte, Edson Fachin, encerrou a sessão com placar parcial de 4 a 3 pela separação dos processos.

Dino tem 90 dias para devolver o processo e apresentar o voto. Embora tenha defendido a análise conjunta durante o julgamento, ele mudou de posição antes do anúncio do resultado e pediu vista. Por isso, o voto não entrou no placar definitivo.

Votaram pela separação Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a análise conjunta.

Lula também pediu que todos os envolvidos sejam investigados, sem distinção. “É preciso investigar todos, sem distinção”, afirmou. O presidente questionou a ausência dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques na votação. Toffoli se declarou suspeito, enquanto Nunes Marques foi considerado impedido.

Ele ainda defendeu a abertura do sigilo telefônico de todos os envolvidos e disse que as investigações devem esclarecer quem participou da trama relacionada a Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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