O reajuste de 15% do Bolsa Família foi discutido durante os últimos 20 dias antes do anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas ficaram concentradas em um grupo formado pelo presidente e pelos ministros Dario Durigan, da Fazenda, Bruno Moretti, do Planejamento, e Miriam Belchior, da Casa Civil.
A decisão ocorreu às vésperas do primeiro turno. Nos bastidores do governo, existe o reconhecimento de que o momento do anúncio foi oportuno do ponto de vista eleitoral, diante da expectativa de uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República.
A justificativa apresentada pelo governo para o reajuste é orçamentária. O aumento se tornou possível depois que foi encontrado espaço no orçamento com o fim da fila do INSS. O benefício foi anunciado por Lula, mas vinha sendo avaliado pela cúpula do governo antes da divulgação oficial.








