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Melhora financeira não amplia vantagem de Lula entre trabalhadores, aponta pesquisa
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação
Política

Melhora financeira não amplia vantagem de Lula entre trabalhadores, aponta pesquisa

Pesquisa BTG/Nexus mostra percepção de melhora econômica entre formais e informais, mas empate ou liderança de Flávio Bolsonaro na intenção de voto.

A percepção de melhora na situação financeira não se converte em vantagem para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre trabalhadores formais e informais, aponta a pesquisa BTG/Nexus. Os dados consideram a População Economicamente Ativa (PEA) e um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Entre os trabalhadores formais, 43% dizem que a situação financeira pessoal está muito melhor ou um pouco melhor hoje do que durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 33% relatam piora, enquanto 22% avaliam que não houve mudança.

Na intenção de voto, Flávio Bolsonaro aparece à frente nesse grupo, com 51%, contra 39% de Lula.

Trabalhadores informais

Entre os informais, 46% percebem melhora no poder de compra. A avaliação negativa soma 30%, e 20% consideram que a situação permaneceu estável.

Mesmo com a percepção positiva, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados nesse segmento, com 45% cada um.

Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os resultados mostram um limite para a relação entre avaliação da economia e decisão eleitoral. “A máxima tradicional de que ‘a economia decide a eleição’ encontra um limite rígido quando analisamos a classe trabalhadora ativa”, afirmou.

Tokarski também avaliou que a melhora financeira percebida dentro de casa não foi suficiente para levar esses eleitores a Lula. Na análise dele, segurança pública, intolerância à corrupção e valores morais têm peso maior na decisão e ajudam a explicar a força de Flávio Bolsonaro entre os trabalhadores formais e informais.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2. 002 pessoas entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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