A percepção de melhora na situação financeira não se converte em vantagem para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre trabalhadores formais e informais, aponta a pesquisa BTG/Nexus. Os dados consideram a População Economicamente Ativa (PEA) e um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Entre os trabalhadores formais, 43% dizem que a situação financeira pessoal está muito melhor ou um pouco melhor hoje do que durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 33% relatam piora, enquanto 22% avaliam que não houve mudança.
Na intenção de voto, Flávio Bolsonaro aparece à frente nesse grupo, com 51%, contra 39% de Lula.
Trabalhadores informais
Entre os informais, 46% percebem melhora no poder de compra. A avaliação negativa soma 30%, e 20% consideram que a situação permaneceu estável.
Mesmo com a percepção positiva, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados nesse segmento, com 45% cada um.
Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os resultados mostram um limite para a relação entre avaliação da economia e decisão eleitoral. “A máxima tradicional de que ‘a economia decide a eleição’ encontra um limite rígido quando analisamos a classe trabalhadora ativa”, afirmou.
Tokarski também avaliou que a melhora financeira percebida dentro de casa não foi suficiente para levar esses eleitores a Lula. Na análise dele, segurança pública, intolerância à corrupção e valores morais têm peso maior na decisão e ajudam a explicar a força de Flávio Bolsonaro entre os trabalhadores formais e informais.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2. 002 pessoas entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.







