O levantamento do sigilo do inquérito sobre o caso Master tornou público um relatório da Polícia Federal que aponta suspeitas contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). O documento cita um suposto pedido de apartamento em Salvador, avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões, e uma transferência de R$ 3,5 milhões para empresas ligadas a familiares, em troca de atuação favorável ao Banco Master no Congresso.
A PF informou que o relatório embasa o pedido de abertura de investigação contra Wagner pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O documento reúne mensagens trocadas entre o senador, assessores de gabinete e Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Segundo a investigação, Wagner teria escolhido o imóvel, comprado ainda na planta e registrado em nome de um terceiro indicado por Lima. A PF afirma que o senador teria participado diretamente das etapas relacionadas à aquisição do apartamento.
No dia 13 de agosto de 2024, quando Ciro Nogueira apresentou uma sugestão de emenda à PEC sobre a autonomia do Banco Central, Wagner e Augusto Lima conversaram por quase dez minutos. Na mesma data, Daniel Vorcaro mencionou a possibilidade de aprovação da proposta.
A suspeita sobre a transferência é que os R$ 3,5 milhões tenham saído da PKL One Participações, ligada a Augusto Lima, para a BN Financeira Ltda., ligada a Eduardo Sodré, enteado de Wagner. A PF também afirma haver indícios de repasses para empresas em nome do enteado e da nora do senador, aparentemente sem estrutura operacional ativa.
Em mensagem registrada no relatório, Sodré cobra o pagamento. O documento diz que, em 17/10/2025, Lima enviou o comprovante de uma transferência de R$ 3.500.000,00, agradecida por Sodré. A remetente indicada foi a PKL One Participações.








