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Jaques Wagner não entrega senhas de celulares apreendidos pela PF
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Política

Jaques Wagner não entrega senhas de celulares apreendidos pela PF

Relatório registra apreensão de dinheiro e relógios durante operação na casa do senador, em Salvador.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) não forneceu à Polícia Federal as senhas de dois celulares recolhidos durante uma operação em sua casa, em Salvador, em 18 de junho. A informação consta em relatório da corporação, divulgado nesta sexta-feira (11).

O documento foi tornado público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ampliou a retirada de sigilo de processos relacionados ao caso Master. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

De acordo com o relatório, os agentes encontraram um celular Samsung preto e outro aparelho branco no início da busca. “O investigado negou o fornecimento de senhas dos aparelhos”, registrou a PF.

A diligência ocorreu na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro.

Investigação sobre o senador

A PF apura a relação de Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, além da possibilidade de o senador ter recebido vantagens indevidas de empresários e estruturas ligadas ao banco. Entre os fatos analisados estão viagens em aeronaves particulares, ingressos para shows e a negociação de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador.

Na operação, também foram apreendidos R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675 em espécie, além de relógios de luxo. Parte do dinheiro estava em uma mala atribuída ao senador; outra foi localizada em um cofre no closet de sua mulher.

Segundo a PF, Wagner disse que usava os valores em viagens e que comprou os relógios ao longo dos anos. Ele não apresentou notas fiscais dos bens durante a busca. “Chamou ainda a atenção a grande quantidade de relógios de alto valor na residência do investigado”, afirmou a corporação no relatório. O valor dos objetos deverá ser calculado após perícias.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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