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ADPF critica investigação da PGR e pede afastamento de Gonet no caso Master
Política

ADPF critica investigação da PGR e pede afastamento de Gonet no caso Master

Entidade afirma que policiais apenas cumpriram ordem judicial e solicita o arquivamento do procedimento aberto pela PGR.

A Procuradoria-Geral da República abriu um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para analisar a atuação da Polícia Federal na produção de um relatório ligado à Operação Compliance Zero, que envolve o Banco Master. Após a medida, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal pediu que Paulo Gonet não atue nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado.

A manifestação foi divulgada neste sábado (5). A entidade também solicitou o arquivamento do procedimento da PGR e defendeu que as informações reveladas pela operação sejam investigadas integralmente, sem distinção entre as autoridades mencionadas.

Relatório e ordem judicial

O documento elaborado pela PF cita nominalmente o procurador-geral da República e reúne informações sobre Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A ADPF afirma que os delegados e servidores responsáveis pelo relatório cumpriram uma determinação judicial e não tinham liberdade para escolher se o documento seria produzido. Na avaliação da associação, qualquer contestação à ordem deveria ser apresentada no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal, e não em um procedimento voltado à conduta dos policiais.

“Dirigir o questionamento a quem cumpriu a ordem transfere aos executores uma controvérsia que não é deles”, declarou a entidade.

Pedido de impedimento

A associação sustenta que as regras de impedimento e suspeição aplicadas a magistrados também devem alcançar integrantes do Ministério Público. Como Gonet aparece no relatório analisado pela PGR, a ADPF afirma que a medida produz efeito intimidatório sobre os investigadores, independentemente da avaliação sobre as intenções do procurador-geral.

A entidade classificou a abertura do procedimento como motivo de “indignação e preocupação”. Também informou que prestará assistência a delegados eventualmente envolvidos em medidas relacionadas ao episódio. Para a ADPF, proteger agentes que cumpriram uma ordem judicial é necessário para manter a capacidade de investigação do Estado sem receio de retaliação.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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