Michelle Bolsonaro, 44, é candidata do Partido Liberal (PL) ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Natural de Brasília, ela disputa pela primeira vez um cargo público.
Michelle nasceu em 22 de março de 1982. Seu registro eleitoral informa que ela é empresária e tem superior incompleto. Na declaração de bens, informou patrimônio de R$ 4,4 milhões. A maior parte está em uma aplicação financeira de R$ 4,1 milhões. Também foram declarados um fundo de investimentos de R$ 301 mil e um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
A candidata foi primeira-dama durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Sua atuação partidária ganhou força em fevereiro de 2023, quando assumiu a presidência nacional do PL Mulher, estrutura do partido voltada à participação feminina na política e a políticas relacionadas às mulheres.
À frente do PL Mulher, Michelle percorreu estados para mobilizar mulheres e ampliar a participação feminina na legenda. Em abril de 2023, o partido planejava viagens para encontros com dirigentes regionais, prefeitas e vereadoras. A agenda também era considerada uma forma de preparar a legenda para as eleições municipais de 2024.
Candidatura e crise partidária
Michelle concorre pelo Distrito Federal na coligação Propósito e Ação, formada por Republicanos, MDB, Podemos, PL, pelas federações Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) e União Progressista (União/PP), além de Mobiliza e Democrata.
A confirmação da candidatura ocorreu após divergências com Flávio Bolsonaro, que vieram a público em junho. Em 30 de junho, Michelle anunciou a saída da presidência do PL Mulher e disse que se dedicaria aos cuidados de Jair Bolsonaro e da família.
Depois, criou o movimento Imparáveis e publicou mensagens defendendo a continuidade de sua atuação política. Em 11 de agosto, ela e Flávio apareceram juntos em materiais da campanha presidencial dele. Michelle afirmou que as desavenças haviam sido deixadas de lado.








