Elon Musk voltará a atuar oficialmente como assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Pentágono anunciou que o empresário será um dos responsáveis pelo Projeto Meridian, estudo sobre o futuro das guerras.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, apresentou a iniciativa em um discurso na base militar de Quantico. Segundo ele, o projeto reunirá especialistas de diferentes áreas, executivos do setor privado escolhidos pelo governo e lideranças da área de tecnologia.
Musk dividirá o comando dos trabalhos com Palmer Luckey, cofundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries, e Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes. Hegseth definiu o Meridian como uma iniciativa para estudar o futuro da guerra com a participação de especialistas americanos.
O objetivo, ainda de acordo com o secretário, é analisar o futuro e apontar os campos que os Estados Unidos devem dominar, além das capacidades que precisam ser aperfeiçoadas. Hegseth determinou que as conclusões sejam finalizadas e apresentadas em um prazo de 120 dias.
Retorno ao governo
A nova função marca o retorno de Musk a uma atividade ligada ao governo depois de sua passagem pelo Departamento de Eficiência Governamental, conhecido como DOGE. O empresário deixou a administração em maio de 2025, após cerca de quatro meses à frente da iniciativa criada para reduzir gastos do governo americano.
Depois da saída, Musk e Trump tiveram uma ruptura pública. As críticas do empresário à política fiscal defendida pelo presidente estiveram entre os principais motivos do conflito. A troca de acusações incluiu ameaças de Trump de encerrar contratos públicos com a SpaceX e uma insinuação de Musk sobre o envolvimento do presidente em um escândalo sexual.
Mais tarde, Musk retomou contribuições para causas republicanas e voltou a ser visto com Trump. O empresário financiou a campanha presidencial do republicano e destinou quase US$ 300 milhões a candidatos e grupos políticos conservadores ligados à eleição de Trump e de congressistas republicanos.








