Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17) mostrou que 50% dos eleitores brasileiros desaprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação da gestão ficou em 48%, enquanto 3% dos entrevistados se declararam indecisos.
Para Bortoletto, a desaprovação do governo está consolidada e não deve ser revertida. O empresário, porém, afirmou que o índice não determina sozinho a intenção de voto nem o resultado das urnas. Na avaliação dele, qualquer vencedor da eleição enfrentará um cenário de alta rejeição ao governo Lula.
Bortoletto também classificou como “medida desesperada” uma ação recente do governo relacionada ao Bolsa Família. Segundo ele, a iniciativa seria uma tentativa de alterar o quadro eleitoral, e não os índices de desaprovação.
O empresário disse ainda que não espera uma definição no primeiro turno neste momento, salvo se surgirem fatos novos. Ele previu que o governo e os candidatos de oposição devem apresentar medidas polêmicas nas semanas seguintes.
Debate sobre o impacto eleitoral
Cardozo apontou uma contradição na análise de Bortoletto sobre as ações do governo. Para ele, não seria possível sustentar ao mesmo tempo que medidas governamentais prejudicam Lula e que o Bolsa Família favorece o candidato.
Cardozo concordou que a desaprovação da gestão não se transforma automaticamente em resultado eleitoral. Um eleitor pode avaliar negativamente o governo e, ainda assim, escolher Lula no segundo turno por considerar o adversário uma opção pior.
Ele citou como exemplo a possibilidade de um eleitor rejeitar quem, em sua avaliação, tentou dar um golpe de Estado ou adotou determinada postura durante a pandemia. Para Cardozo, a decisão do eleitor é formada por um contexto mais amplo, e os índices de aprovação e desaprovação, embora relevantes, não são determinantes por si só.








