O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo do caso Banco Master na noite desta quinta-feira (10), após solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. Documentos da investigação da Polícia Federal (PF) apontam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teve acesso a informações confidenciais e se beneficiou de documentos manipulados.
As apurações também descrevem uma rede de influência que alcançaria o alto escalão do Banco Central (BC). Vorcaro participava de um grupo no WhatsApp com servidores da instituição.
Relação com Paulo Sérgio
A investigação aponta que Vorcaro teria comprado imóveis e custeado viagens para Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC e ex-diretor de Fiscalização da instituição.
Segundo a PF, Vorcaro teria coordenado a compra de um imóvel rural de R$ 4,8 milhões pertencente a Paulo Sérgio e ao irmão dele, Luis Roberto. Nas conversas analisadas, o ex-banqueiro aparece como mediador da venda entre Paulo Sérgio e Fabiano Zettel.
A PF também apurou, a partir de mensagens extraídas do celular de Vorcaro, que ele teria viabilizado uma viagem de Paulo Sérgio e da família dele para a Disney. O ex-banqueiro encaminhou a programação a Leo Serrano Giunchetti e pediu ajuda para conseguir um guia.
Em 5 de fevereiro de 2024, durante o embarque, Paulo Sérgio agradeceu a Vorcaro: “Bom dia! Léo acabou de me mandar mensagen. Obrigado mais uma vez!!! Estamos embarcando daqui a pouco”.
Pagamentos a Belline Santana
Outro ex-funcionário do BC citado na investigação é Belline Santana, ex-chefe de supervisão da instituição. Segundo relatório da PF, ele estaria recebendo R$ 760 mil por mês de Vorcaro.
A relação entre os dois remontaria, ao menos, a outubro de 2023. Mensagens de 9 de janeiro de 2024 e 30 de janeiro registram pagamentos pendentes ou previstos para Belline. Em 2 de outubro de 2024, Zettel informou que parte do dinheiro enviado a Leonardo Palhares seria destinada a Belline, no valor de R$ 760 mil.









