Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco, disputa a reeleição em 2026. Aos 47 anos, ela tenta permanecer no cargo em uma chapa que tem Priscila Krause (PSD) como candidata a vice-governadora. A candidatura foi deferida pela Justiça Eleitoral.
Raquel Teixeira Lyra Lucena nasceu em 2 de dezembro de 1978, no Recife. Advogada formada em Direito pela UFPE, é viúva e tem dois filhos. Em 2022, tornou-se a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco, com Priscila Krause como vice-governadora.
Trajetória profissional e política
Durante a faculdade, Raquel foi aprovada em concurso para o Banco do Nordeste. Atuou como delegada da Polícia Federal entre 2002 e 2005 e, depois, ingressou na carreira de procuradora do Estado de Pernambuco. Entre 2007 e 2010, chefiou a Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo estadual, no primeiro governo de Eduardo Campos.
A carreira eleitoral começou em 2010, quando foi eleita deputada estadual pelo PSB. Entre 2011 e 2012, licenciou-se do mandato para comandar a Secretaria Estadual da Criança e da Juventude. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, presidiu a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. Em 2014, foi reeleita deputada estadual.
Em 2016, venceu a eleição para a Prefeitura de Caruaru pelo PSDB e conquistou a reeleição quatro anos depois. Deixou o cargo em 2022 para concorrer ao governo estadual.
Raquel é filha de João Lyra Neto, que foi prefeito de Caruaru por dois mandatos, vice-governador e governador de Pernambuco em 2014. Ela também é sobrinha de Fernando Lyra, ex-deputado federal e ex-ministro da Justiça no governo José Sarney. Seu avô, João Lyra Filho, foi prefeito de Caruaru por dois mandatos.
A família Lyra tem como principal base política o Agreste pernambucano, especialmente Caruaru. O grupo manteve relações políticas com a família Arraes, liderada por Miguel Arraes, que governou Pernambuco por três mandatos. A aliança se desfez a partir de 2014, depois que Eduardo Campos escolheu Paulo Câmara, e não João Lyra, como candidato do PSB ao governo.
Disputa e propostas
Em 2026, Raquel concorre pelo PSD na coligação Pernambuco de Coração, formada também por PODE, Avante, PSDB-Cidadania e União Progressista. Entre os adversários está João Campos, filho de Eduardo Campos e presidente nacional do PSB. Outros seis candidatos disputam o governo: Camila Falcão, Guilherme Fonseca, Ivan Moraes, Renan Hallais e Victor Assis.
O limite legal de gastos no primeiro turno é de R$ 11.562.724. O programa para um eventual segundo mandato reúne seis eixos, com propostas como a construção de 250 novas creches, a contratação de mais de 7 mil profissionais de segurança, a recuperação de rodovias, a execução do Arco Metropolitano e a implantação de 100 ônibus elétricos.
Na declaração à Justiça Eleitoral, Raquel informou mais de R$ 359 mil em bens. A campanha declarou mais de R$ 11,9 milhões recebidos, sendo mais de R$ 11,8 milhões em repasses partidários e R$ 120 mil em doações de pessoas físicas.
As eleições serão realizadas em 4 de outubro. Se houver segundo turno para presidente ou governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro.









