RIO DE JANEIRO — A situação jurídica de Garotinho pode alterar a forma de calcular os votos válidos na eleição para governador. O candidato do Republicanos recorre ao TSE contra o indeferimento do registro e deve concorrer sub judice, já que é pouco provável que o recurso seja julgado antes de domingo.
A votação de Garotinho pode ser anulada caso o indeferimento seja mantido. Nesse cenário, a campanha de Eduardo Paes (PSD) calcula que o ex-prefeito do Rio alcançaria 51% dos votos válidos e poderia ser proclamado eleito, desde que os números confirmem essa vantagem.
Pesquisa e impasse jurídico
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1, aponta Paes com 42% das intenções de voto, Douglas Ruas (PL) com 31% e Garotinho com 7%. Os demais candidatos somam 9%. A diferença entre Paes e Ruas diminuiu, e os cenários com ou sem Garotinho indicam a possibilidade de segundo turno entre os candidatos do PSD e do PL.
Mesmo com a votação considerada “anulada sub judice”, os votos de Garotinho são contabilizados para verificar se haverá necessidade de segundo turno. O TRE informou que esse procedimento vale até uma decisão final do TSE.
Entre juristas, existe a expectativa de que o tribunal analise rapidamente o caso. Se o indeferimento for mantido, a votação de Garotinho deixará de ser considerada no resultado definitivo. Ruas tenta levar a disputa para o dia 25 sem depender da situação do candidato do Republicanos.








