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Saída de Helder Barbalho testa força do grupo no Pará em 2026
Política

Saída de Helder Barbalho testa força do grupo no Pará em 2026

Com Helder no Senado, Hana Ghassan tenta manter o governo e as alianças construídas pela família Barbalho no Pará.

A saída de Helder Barbalho do governo do Pará para disputar o Senado em 2026 coloca à prova a capacidade do grupo político da família de preservar alianças, redes de relacionamento e influência sem comandar diretamente o Executivo estadual. Hana Ghassan assumiu o governo em abril e foi oficializada pelo MDB como candidata à reeleição.

Uma estrutura construída por gerações

A trajetória política da família remonta a Laércio Wilson Barbalho, pai de Jader Barbalho. Jader começou como vereador de Belém em 1967 e, ao longo da carreira, ocupou cargos de deputado estadual, deputado federal, governador do Pará por dois mandatos, ministro e senador. Ele também presidiu o Senado.

Esse percurso formou um capital político composto por influência, alianças, reconhecimento público e relações em diferentes níveis do poder. Para Yago Rodrigues, mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Pará e especializado em Política & Sociedade pelo IESP/UERJ, o chamado “barbalhismo” funciona como um grupo político de base familiar.

Segundo o pesquisador, esse modelo combina herança familiar, prestígio escolar e profissional, redes de relacionamento e capilaridade eleitoral. O sobrenome pode reduzir a incerteza de uma disputa porque o eleitor associa o candidato a uma trajetória já conhecida.

Helder foi prefeito de Ananindeua, deputado estadual, ministro e governador. Em 2022, foi reeleito no primeiro turno com mais de 70% dos votos válidos. Rodrigues avalia que ele construiu capital político próprio, além da condição de sucessor de Jader. A articulação relacionada à realização da COP 30 em Belém, em 2025, ampliou sua projeção nacional e internacional, segundo o pesquisador.

O desafio da sucessão

Com Helder fora da disputa pelo governo, a transferência de influência não depende apenas dos votos. “O que se transmite mesmo no processo de sucessão política é um conjunto de compromissos, um conjunto de lealdades”, afirma Rodrigues.

Partidos, prefeitos, vereadores, deputados, lideranças locais, empresários, cabos eleitorais e intermediários fazem parte dessa estrutura. A família também distribuiu seus integrantes por diferentes cargos. Jader Filho ocupou o Ministério das Cidades e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Elcione Barbalho tem trajetória como deputada federal. Igor Normando, sobrinho de Elcione e primo de Helder e Jader Filho, chegou à Prefeitura de Belém em 2024.

Rodrigues afirma que a sucessão não segue uma fórmula automática e que um sobrenome conhecido não garante a transferência do capital eleitoral. Para ele, a saída de Helder representa uma mudança de posição para um grupo que precisará preservar suas redes sem controlar diretamente o Executivo estadual.

A ida ao Senado também pode ampliar a articulação nacional de Helder, mas o pesquisador considera precoce avaliar uma eventual candidatura à Presidência da República. Caso esse objetivo exista no futuro, seria necessário construir apoio dentro do MDB e ampliar a atuação para além do Pará.

A rede familiar citada inclui ainda Mara Lúcia Barbalho, Nay Barbalho, José Priante, Igor e Renan Normando. Hana Ghassan e Chicão são aliados políticos mencionados, mas não pertencem à família por parentesco.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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