São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Santos pede nova negociação das dívidas dos clubes com o Governo Federal
Foto: Raul Baretta/Santos FC
Política

Santos pede nova negociação das dívidas dos clubes com o Governo Federal

Marcelo Teixeira afirma que impostos e adesão ao Profut elevaram o passivo do Santos em R$ 250 milhões em dois anos.

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, defendeu uma nova negociação das dívidas dos clubes de futebol com o Governo Federal. Segundo ele, o aumento das taxas de juros dificulta a recuperação financeira das equipes e mantém débitos antigos em crescimento.

Teixeira afirmou que o passivo do Santos aumentou em R$ 250 milhões nos últimos dois anos por causa de impostos e da adesão ao Profut. O dirigente disse que até clubes que controlam os gastos enfrentam dificuldades para reduzir compromissos acumulados por administrações anteriores.

Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro discutem uma iniciativa conjunta para buscar alternativas de pagamento com o Governo Federal. A proposta é criar um modelo que reduza o impacto dos juros e evite o crescimento acumulativo das dívidas.

“Você tem uma bola de neve correndo contra os clubes”, afirmou Teixeira em entrevista ao Rica Perrone. Para o presidente do Santos, as receitas acabam direcionadas às despesas do dia a dia, enquanto os débitos históricos continuam comprometendo a situação financeira das equipes.

Pagamentos feitos pelo Santos

Teixeira também citou os compromissos assumidos pelo Santos para quitar dívidas de administrações anteriores. Em 2024, quando disputou a Série B do Campeonato Brasileiro, o clube desembolsou R$ 126 milhões para pagar valores relacionados a ex-jogadores, treinadores e transfer bans.

Na avaliação do dirigente, esses pagamentos fazem parte da reorganização financeira, mas não eliminam o passivo acumulado. A necessidade de honrar débitos antigos, segundo ele, continua afetando recursos destinados à operação e ao planejamento esportivo do clube.

O presidente santista avaliou positivamente a implementação do Fair Play Financeiro pela CBF. Ele também citou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) como uma possível ferramenta de acompanhamento da situação financeira das equipes.

“Acredito que esses mecanismos poderão controlar mais a saúde dos clubes”, afirmou Teixeira, ao defender regras de controle de gastos e atenção às dívidas passadas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5