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Porto de Gyirong é destruído por deslizamento e inundação na fronteira China-Nepal

Tragédia deixou 43 mortos e 519 desaparecidos no lado chinês, incluindo cerca de 261 estrangeiros, segundo autoridades.

GYIRONG, CHINA — O Porto de Gyirong foi destruído por um deslizamento de terra e uma inundação repentina que atingiram a fronteira entre China e Nepal. No lado chinês, 43 mortes foram confirmadas e 519 pessoas continuam desaparecidas, de acordo com a atualização mais recente das autoridades. Cerca de 261 estrangeiros estão entre os desaparecidos.

O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando uma grande onda de água atingiu o porto e avançou em direção ao Nepal. Imagens de vigilância registraram pessoas correndo durante a enxurrada. Não foram encontrados sobreviventes no local, que antes recebia turistas e comerciantes que cruzavam a fronteira diariamente.

A instalação de controle fronteiriço, que tinha cinco andares, foi completamente demolida. Restaram apenas partes das fundações. Também foram destruídos agências de viagens, um supermercado, uma ponte entre os dois países e a estrada de acesso, coberta com cascalho para permitir a passagem de veículos.

Buscas em área instável

Equipes de emergência continuam vasculhando o terreno, coberto por lama, pedras e sedimentos. A operação ocorre sob risco de novos deslizamentos, com a geologia da região considerada instável pelas autoridades.

“Depois que começamos a escavar, tudo o que conseguimos ver foi a fundação que restou”, disse o socorrista Zhang Xiaojun. Segundo ele, as estruturas acima do edifício foram levadas pela lama e muitos chineses morreram na tragédia.

Yang Qiqiao, comandante da equipe de operação em solo, afirmou que as condições do resgate são o principal obstáculo. Os trabalhos no local começaram em 28 de agosto, dois dias depois do desastre.

A estrada até o porto só foi liberada na quarta-feira (2), sete dias após a tragédia. Antes disso, parte dos socorristas chegou a pé, de barco ou de aeronave. “Chegamos à área central a pé porque a estrada havia sido destruída pela enxurrada”, disse Yang.

A operação também foi interrompida ou atrasada pelo risco de novos deslizamentos e do rompimento de lagos de barreira formados por lama e detritos em um rio próximo. Chuvas fortes e o relevo montanhoso dificultaram o acesso por terra e pelo ar.

Famílias aguardam informações

As autoridades chinesas ainda não divulgaram a lista de pessoas que estavam no porto ou que podem estar desaparecidas. A falta de nomes gerou questionamentos de famílias que buscam notícias de parentes.

Pequim afirmou que as informações sobre a área remota vêm sendo divulgadas de forma aberta e oportuna. O Ministério das Relações Exteriores da China e o Escritório de Informação do Conselho de Estado organizaram uma visita de repórteres ao local para mostrar as operações de resgate.

A viagem evidenciou as dificuldades de acesso à região. O trajeto até o porto incluiu cerca de oito horas de carro, por altitudes de quase quatro mil metros, e mais seis horas entre Dingri, onde fica o aeroporto mais próximo, e o posto de fronteira, situado a aproximadamente mil e oitocentos metros de altitude.

As autoridades também alertaram para novos desabamentos perto da geleira do monte Langtang Lirung, no Nepal. A geleira sofreu rachaduras e se rompeu antes do deslizamento e das inundações de 26 de agosto. Enquanto as buscas continuam, famílias tentam descobrir o destino dos desaparecidos no Porto de Gyirong.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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