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China recupera 12 corpos após lama soterrar fronteira com o Nepal
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China recupera 12 corpos após lama soterrar fronteira com o Nepal

Buscas continuam por centenas de desaparecidos no posto de Gyirong, atingido pelo colapso de uma geleira em 26 de agosto.

Equipes de resgate recuperaram mais 12 corpos no posto de fronteira de Gyirong, entre a China e o Nepal. As buscas continuam por centenas de pessoas desaparecidas depois que um deslizamento de lama destruiu a principal passagem entre os dois países.

Até sábado (5), as autoridades chinesas haviam confirmado 43 mortes no lado chinês e informado que 519 pessoas continuavam desaparecidas. Entre elas, estavam 261 estrangeiros de 23 países. No total, o desastre matou mais de 1.300 pessoas nos dois lados da fronteira e deixou mais de cinco mil desaparecidos.

Resgate e identificação

As equipes usam escavadeiras, pás e radares de inserção no solo para procurar vítimas nos escombros. O prédio de cinco andares da alfândega chinesa foi completamente soterrado. No local, restou visível apenas parte de uma torre de água, em meio à lama.

As autoridades informaram que os resgatistas recolhem impressões digitais e registram características como tatuagens durante a recuperação dos corpos. Também foram encontrados 993 itens pessoais.

Famílias e diplomatas de países com cidadãos desaparecidos manifestaram preocupação, de forma reservada, com o volume de informações compartilhadas pela China. Representantes de quatro governos afirmaram que Pequim não detalhou como pretende usar exames de DNA na identificação das vítimas. Também não houve resposta sobre o possível compartilhamento de vídeos do posto, incluindo imagens de reconhecimento facial.

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que a divulgação de informações sobre as inundações foi transparente e oportuna e afirmou que o país está pronto para cooperar com outras nações e agências.

Passagem para comércio e peregrinação

Gyirong se tornou a principal rota de comércio e viagens entre o Nepal e o Tibete depois que um terremoto em 2015 danificou uma passagem mais a leste. O local também era usado por peregrinos hindus que seguiam pelo Nepal até o Monte Kailash, considerado sagrado por hindus e budistas.

Entre os estrangeiros desaparecidos no Tibete, havia peregrinos com famílias na Índia. Segundo diplomatas em Pequim, 49 cidadãos indianos estão desaparecidos.

A China informou que vai avaliar se a reconstrução da passagem deverá seguir um modelo diferente. O posto já havia ficado fechado entre julho do ano passado e janeiro, após outra inundação glacial.

O colapso da geleira ocorreu no lado nepalês da fronteira, em 26 de agosto. Norbu Tsering, vice-chefe do centro de operações de resgate de emergência, afirmou que é necessária maior cooperação internacional para melhorar o monitoramento e os alertas prévios. Autoridades disseram que cientistas chineses identificaram mais de três mil lagos glaciais, dos quais 187 são classificados como de alto risco.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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