SÃO PAULO — O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (30) que os clubes paulistas não estarão entre as prioridades do governo estadual caso sejam criadas linhas de crédito após a proibição das bets pelo governo federal.
Questionado sobre um possível apoio financeiro às equipes afetadas, Tarcísio disse que o Estado deve concentrar os recursos em pessoas que precisam de ajuda, comerciantes e empresas. Ele também mencionou financiamentos destinados a negócios atingidos pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e a produtores rurais e empresas afetados por eventos climáticos recentes.
“A gente tem outras prioridades. Tenho pessoas que precisam mais da ajuda do Estado, tenho comerciantes que precisam da ajuda do Estado, a gente tem empresas que precisam da ajuda do Estado”, afirmou o governador.
Reação dos clubes
A declaração ocorre após clubes paulistas das Séries A e B se reunirem nesta semana na FPF (Federação Paulista de Futebol). O encontro tratou dos efeitos da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as apostas online, e de opções para os contratos de patrocínio já firmados.
Antes da proibição, empresas de apostas patrocinavam como marca principal 13 dos 20 clubes da Série A. Em 2025, os times da primeira divisão receberam cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios de empresas do setor.
Embora tenha descartado priorizar um eventual socorro estadual aos clubes, Tarcísio criticou a decisão federal. Ele classificou a medida como “eleitoreira” e disse que a mudança gera insegurança jurídica por afetar contratos assinados antes da proibição.
O governador defendeu ainda a manutenção da proibição de jogos como o “tigrinho” e de cassinos online. “Eu espero que essas apostas aí, que o cassino online, que o tigrinho não voltem mais”, afirmou.








