Simone Biles procurou atendimento médico depois que a descamação e a coceira no couro cabeludo pioraram e passaram a causar sangramentos. A ginasta contou que recebeu diagnóstico de dermatite seborreica e eczema após enfrentar os sintomas durante a preparação e a competição das Olimpíadas de 2024.
Em declaração à Revista People na última terça-feira (29), Biles afirmou que acreditava estar apenas com caspa. Por isso, adiou a consulta enquanto a irritação aumentava. O uso de um pente e a coceira frequente provocaram ferimentos no couro cabeludo.
Os primeiros sinais apareceram nos treinos para as Olimpíadas, em 2023, e se intensificaram durante a competição. Naquele período, ela disse que estava sempre na academia e viajando, o que contribuiu para a demora em buscar ajuda. Quando a descamação se espalhou, a atleta passou a temer que o problema fosse percebido durante as transmissões.
“Eu estava coçando e descamando. Eu coçava tanto e usava um pente que sangrava”, relatou Biles. O sangramento parou depois do início do tratamento.
O que explicam as doenças
A dermatologista Andressa Vargas, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explicou que a dermatite seborreica é uma inflamação crônica que pode provocar vermelhidão, descamação e coceira, principalmente no couro cabeludo e em áreas mais oleosas do corpo. A condição não é contagiosa e não é transmitida pelo compartilhamento de pentes ou travesseiros.
Segundo a especialista, a doença pode ser confundida com caspa. Coceira intensa, vermelhidão e feridas, porém, indicam a necessidade de avaliação dermatológica. A dermatite seborreica pode estar relacionada a alterações hormonais ou à presença de sebo nos cabelos.
Já o eczema é um termo usado para doenças inflamatórias que podem causar ressecamento, coceira e lesões na pele. Diferentemente da dermatite seborreica, pode ter relação com fatores genéticos e alérgicos.
Vargas orienta evitar coçar a pele de forma intensa e procurar um médico. O atrito repetido pode causar fissuras e escoriações, levando a sangramentos e aumentando o risco de infecção secundária.
O tratamento varia conforme o diagnóstico e a gravidade. Entre as possibilidades estão shampoos antifúngicos, medicamentos tópicos para controlar a inflamação e hidratação da pele. Quadros mais graves de eczema podem exigir tratamentos sistêmicos ou imunobiológicos.








