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Estudo aponta identificação precoce de risco para paralisia cerebral
Foto: KamranAydnov/Magnific
Saúde

Estudo aponta identificação precoce de risco para paralisia cerebral

Pesquisa com bebês de alto risco encontrou sinais da condição ou maior probabilidade dela, em média, aos 4,3 meses de idade corrigida.

Uma pesquisa publicada em setembro indica que a paralisia cerebral, ou o alto risco para a condição, pode ser reconhecida antes dos 5 meses de idade em bebês que já apresentam fatores de risco.

O estudo foi divulgado em 11 de setembro deste ano na revista científica Pediatric Research e acompanhou 78 bebês internados em uma UTI neonatal na Nova Zelândia. A identificação de paralisia cerebral ou a classificação como de alto risco ocorreu, em média, aos 4,3 meses de idade corrigida — cálculo que ajusta a idade de prematuros pelas semanas que faltaram para completar 40 semanas de gestação.

A pesquisa incluiu crianças nascidas antes de 28 semanas de gestação e bebês mais velhos que apresentavam condições associadas a risco neurológico. Entre elas estavam baixo peso ao nascer, lesões ou alterações neurológicas, infecções do sistema nervoso, problemas no crescimento durante a gestação e necessidade de cirurgia cardíaca.

A prematuridade extrema foi o fator mais frequente: 43,6% dos participantes nasceram antes de 28 semanas. Também foram registrados restrição importante do crescimento intrauterino, encefalopatia hipóxico-isquêmica, meningite ou encefalite, convulsões e acidente vascular cerebral neonatal.

Como foi feita a avaliação

Os pesquisadores combinaram exames de neuroimagem com duas avaliações padronizadas: a General Movements Assessment, que observa os movimentos espontâneos do bebê, e o Hammersmith Infant Neurological Examination, exame neurológico estruturado para lactentes.

O diagnóstico preliminar era considerado quando os três procedimentos apresentavam alterações. Com duas avaliações alteradas, o bebê era classificado como de alto risco. Entre os participantes com dados suficientes para a definição, dez, ou 13,5%, receberam diagnóstico de paralisia cerebral ou foram incluídos no grupo de alto risco, aos 4,3 meses, em média.

A pediatra Anna Dominguez Bohn, presidente do SPSP (Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo), afirmou que o acompanhamento deve se concentrar nos bebês que já têm fatores de risco. “Não estamos falando em procurar paralisia cerebral indiscriminadamente em todos os bebês”, disse.

A especialista ressaltou que estar em um grupo de risco não significa que a criança necessariamente desenvolverá a condição. Os autores também destacaram que será preciso acompanhar os bebês para avaliar a precisão das classificações iniciais.

A identificação antecipada pode permitir o encaminhamento para acompanhamento especializado e intervenções adequadas às necessidades da criança, em uma fase de intensa plasticidade cerebral.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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