SÃO PAULO — A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) defendeu que presos tenham acesso obrigatório a trabalho e estudo durante o cumprimento das condenações. A proposta foi apresentada no debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, realizado na quarta-feira, dia 09, em meio a divergências sobre segurança pública e combate às facções criminosas.
Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Tebet afirmou que a segurança pública deve estar entre as prioridades do Estado e do país, ao lado da saúde pública e do enfrentamento à corrupção. Ela disse que o governo estadual deve garantir vagas nas penitenciárias e buscar recursos e parcerias para estruturar as atividades de trabalho e estudo.
“Bandido bom é bandido preso, preso trabalhando e estudando”, declarou a candidata. Segundo Tebet, as atividades devem ocorrer dentro das unidades prisionais, sem retirar vagas do sistema para trabalhadores que estão fora das cadeias.
Críticas ao PL Antifacção
Durante o debate, Tebet também responsabilizou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) pelo armamento usado na criminalidade urbana. A candidata defendeu medidas para atingir os recursos financeiros das organizações criminosas.
Ela criticou as mudanças feitas na Câmara dos Deputados no Projeto de Lei Antifacção e citou o relator da proposta, Guilherme Derrite (PP), que também é candidato ao Senado. Na avaliação de Tebet, o texto aprovado originalmente pelo Senado perdeu mecanismos voltados à asfixia financeira e à investigação das facções durante a tramitação.
“Lamentavelmente, o PL Antifacção, que veio muito bem feito do Senado Federal, foi cortado no quesito de cortar o dinheiro do PCC e do crime organizado pelo relator Derrit”, afirmou. A candidata defendeu que o Congresso Nacional reavalie a legislação.
O debate teve a segurança pública e o combate ao crime organizado entre os principais temas de confronto entre os candidatos ao Senado por São Paulo.








