MINAS GERAIS — Sebastião de Oliveira Pessoa, conhecido como Tião Pessoa, concorre ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026. Filiado ao PCO, ele disputa uma das duas vagas destinadas ao estado. Dalila de Almeida e Fernando Lirio são os suplentes da chapa, também pelo partido.
Nascido em Alpinópolis (MG), em 20 de janeiro de 1966, Tião tem 60 anos. À Justiça Eleitoral, informou ter ensino superior incompleto e declarou a ocupação de administrador. Em registros de eleições anteriores, afirmou trabalhar como programador de computador. Na candidatura atual, declarou não possuir bens.
Histórico eleitoral
A disputa pelo Senado é a quinta candidatura de Tião desde 2018. Naquele ano, ele concorreu a vice-governador de Minas Gerais na chapa de Alexandre Flach, do PCO.
Em 2020, disputou a Prefeitura de Contagem. Em 2022, voltou a concorrer a vice-governador, dessa vez na chapa de Lourdes Francisco, que recebeu 2.012 votos. Em 2024, candidatou-se novamente à Prefeitura de Contagem e teve 131 votos. O registro daquela candidatura aparece como indeferido nos dados da Justiça Eleitoral.
O PCO afirma que Tião iniciou sua atuação política em 1992, durante mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor, e entrou no partido em 2017. A legenda também relata a participação dele em manifestações contra o impeachment de Dilma Rousseff e contra a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Propostas e posições
Na campanha ao Senado, Tião defende mudanças no sistema político brasileiro. Em entrevista à TV Assembleia, disse que o modelo representativo atual está "falido" e propôs ampliar a participação da população nas decisões políticas.
O candidato critica o Supremo Tribunal Federal e defende a extinção da Corte. Para substituir o modelo atual do Judiciário, propõe que juízes de todas as instâncias sejam escolhidos por voto popular. Ele também é contrário às emendas parlamentares. Segundo sua proposta, os recursos do Orçamento deveriam ser distribuídos a estados e municípios conforme as necessidades de cada um, e não indicados individualmente por congressistas.
Tião afirma que usa a eleição para divulgar o programa do PCO, que defende o socialismo e um governo dos trabalhadores. Em sua apresentação, também apoia o fim do Senado.
O PCO surgiu da corrente Causa Operária, que fazia parte do PT e rompeu com o partido no início da década de 1990. A organização teve registro provisório em 1995 e registro definitivo aprovado pela Justiça Eleitoral em 1997. Rui Costa Pimenta preside nacionalmente a legenda.








