O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo que a Justiça Eleitoral não identificou indicativos concretos de interferência internacional ou de atuação de facções criminosas na votação do primeiro turno, iniciada às 08h.
Durante uma coletiva de imprensa, Nunes Marques disse que o processo eleitoral segue dentro da normalidade e com segurança. Ele também afirmou que candidatos podem contestar resultados e procedimentos após o encerramento da votação, em uma prática que classificou como parte da tradição de judicialização da Justiça brasileira.
“Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento”, declarou o presidente do TSE, ao comentar os relatórios sobre possíveis riscos externos ou ligados ao crime organizado.
Segundo Nunes Marques, a Justiça Eleitoral espera receber questionamentos relacionados principalmente a abuso de poder político e econômico. Sobre o sistema eletrônico de votação e a condução do processo, ele afirmou que o TSE envolveu a sociedade civil, órgãos governamentais e instituições como ANA, Anel, Abin e Polícia Federal no acompanhamento e na participação das eleições.
Dados da votação
O presidente do TSE também homenageou a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, que ocupou o comando do tribunal antes dele. Nunes Marques disse que ela iniciou a preparação para as eleições de 2026 e que assumiu a presidência quando parte significativa do trabalho já havia sido feita.
De acordo com dados apresentados pelo TSE, mais de 6 milhões de e-Títulos foram baixados neste sábado, 3, e houve mais de 15 milhões de consultas aos locais de votação.
O Programa Seu Voto Importa transportou mais de 8 mil eleitores de áreas remotas até os locais de votação. Até o momento, 1.121 urnas foram substituídas, o equivalente a 0,2% do total de urnas no país.








