São Paulo, Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 192.115 -0,00% São Paulo 17°C 16° / 23°
A notícia como ela é
Aves brasileiras passam de 120 decibéis em estudo sobre cantos extremos
Mundo

Aves brasileiras passam de 120 decibéis em estudo sobre cantos extremos

Araponga-de-garganta-nua registrou quase 131 decibéis, enquanto seriema-de-pernas-vermelhas chegou a quase 121.

Uma araponga-de-garganta-nua registrada no Brasil produziu um canto de quase 131 decibéis, intensidade comparável ao ruído de uma britadeira. A espécie está entre as aves mais barulhentas já estudadas, mas o estudo não aponta uma única campeã definitiva.

A pesquisa, publicada na revista científica Evolution, analisou as vocalizações de 123 espécies no Brasil e nos Estados Unidos entre dezembro de 2018 e janeiro de 2025. Do total, 113 nunca tinham passado por medições de intensidade sonora.

Além da araponga-de-garganta-nua, a seriema-de-pernas-vermelhas também ultrapassou 120 decibéis em algumas medições. João C. T. Menezes, biólogo evolucionista e coautor do estudo, afirmou que a comparação mais próxima para os sons registrados é o ruído de uma britadeira.

Diferentes formas de medir

O maior pico individual foi registrado pela araponga-de-garganta-nua, com quase 131 decibéis quando o som foi padronizado para uma distância de 1 metro. Em outra análise, baseada na média dos cantos mais intensos durante intervalos de 20 milissegundos, a seriema-de-pernas-vermelhas alcançou quase 121 decibéis.

Considerando a média dos picos máximos entre diferentes indivíduos, a araponga-branca ficou à frente, com 127 decibéis entre seis aves analisadas. Por isso, os pesquisadores não definiram uma espécie como definitivamente a mais barulhenta do planeta.

A distância entre a ave e o equipamento é um dos principais desafios desse tipo de medição. Para reduzir esse efeito, os cientistas usaram telêmetros a laser, corrigiram os dados pela distância e descontaram o ruído de fundo.

A análise associou sons mais intensos ao maior tamanho corporal e à capacidade de abrir mais o bico. Segundo os pesquisadores, músculos mais volumosos podem gerar maior pressão interna, enquanto bicos mais abertos liberam mais energia sonora.

O tamanho, porém, não explica todos os resultados. Algumas aves produzem sons mais intensos que elefantes, leões e bisontes. Os cientistas também avaliaram fatores ambientais e reprodutivos, mas ainda não determinaram o que explica as diferenças. Novas medições podem indicar outros candidatos ao título de ave mais barulhenta do mundo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5