ILLINOIS, ESTADOS UNIDOS — Brennen Saele, de 17 anos, morreu após a ruptura de um aneurisma associado à síndrome de Ehlers-Danlos vascular (vEDS). A morte ocorreu em 19 de setembro, quando o adolescente deveria participar do baile de boas-vindas da Lincoln-Way Central High School, onde cursava o último ano.
Na noite anterior, Brennen sentiu dor na região da clavícula e foi levado ao hospital pela mãe, Genesis Saele. Os médicos encontraram um aneurisma em uma artéria que seguia pelo pescoço em direção ao cérebro. No dia seguinte, o aneurisma se rompeu, e o adolescente morreu no Northwestern Memorial Hospital, em Chicago.
Estudantes deixaram a festa depois de saber da morte e foram ficar próximos dele. Nos dias seguintes, a comunidade escolar organizou homenagens. Brennen participava do programa Best Buddies, voltado à inclusão e à criação de vínculos entre alunos. Árvores da região receberam laços vermelhos, e estudantes passaram a usar camisetas com a frase “Live Like Brennen”, ou “Viva como Brennen”.
A síndrome vascular
As síndromes de Ehlers-Danlos são doenças hereditárias que afetam o tecido conjuntivo, responsável pela sustentação e resistência de estruturas do corpo. Na forma vascular, alterações genéticas comprometem principalmente a resistência dos vasos sanguíneos.
A fragilidade arterial pode favorecer aneurismas, dissecções e rupturas. Os sintomas variam e podem envolver articulações, pele, cicatrização e vasos sanguíneos. O diagnóstico considera as manifestações clínicas e pode incluir testes genéticos e exames de imagem para investigar alterações cardiovasculares. Não há cura específica; o acompanhamento busca detectar complicações precocemente e reduzir riscos.
Brennen recebeu o diagnóstico cerca de dois anos antes da morte, depois que Genesis descobriu ter a síndrome. A família passou a investigar o adolescente após uma luxação no ombro, ocorrida enquanto ele jogava futebol americano, apresentar problemas de cicatrização mesmo depois de várias cirurgias. Exames realizados cerca de oito meses antes da morte não haviam indicado alterações preocupantes, segundo Genesis.








