A conexão emocional, a confiança e a experiência compartilhada aparecem como prioridades para 61% dos entrevistados em um estudo sobre saúde sexual. O levantamento foi realizado pelo aplicativo de relacionamentos Happn, em agosto, com 1.084 usuários no Brasil e divulgado na sexta-feira (4).
A pesquisa também indica que a percepção sobre o tema muda conforme a idade. Entre participantes de 18 a 25 anos, 41% associam a saúde sexual ao equilíbrio emocional e à qualidade de vida. O percentual chega a 58% entre pessoas a partir dos 36 anos.
Além da frequência
Para 51% dos entrevistados, a saúde sexual é um pilar fundamental do equilíbrio emocional e da qualidade de vida. O estudo considera que a forma como cada pessoa lida com o próprio corpo e os desejos também deve ser levada em conta, e não apenas a quantidade de relações.
A psicóloga, sexóloga e neuropsicóloga Fernanda Purificação afirma que saúde sexual, bem-estar emocional e autoestima estão relacionados. “A sexualidade não pode ser reduzida a desempenho ou frequência. Ela está diretamente ligada à forma como cada pessoa vive seus desejos, seus limites e sua relação consigo mesma”, disse.
Segundo Fernanda, os efeitos positivos dependem da qualidade da experiência e das circunstâncias em que ela ocorre. Estresse, cansaço, autoestima, relacionamento e saúde física podem interferir no desejo.
“Não existe resposta sexual separada da cabeça, do corpo e da vida que a pessoa está vivendo”, explica a especialista. A avaliação da vida sexual, portanto, envolve também a relação consigo mesmo, os limites pessoais e a conexão emocional.








