Aos 11 meses, Jorge está praticamente curado depois de sofrer queimaduras provocadas por café e água fervente. O curativo da perna direita já foi retirado, mas o menino continua sendo acompanhado pela equipe do Hospital Anchieta, em Brasília.
O acidente aconteceu na manhã do dia 5 de julho, enquanto Leticia Dantas passava café. Jorge, então com 9 meses, estava no colo da mãe quando a garrafa e o coador caíram sobre os dois. A maior parte das queimaduras atingiu a criança.
Leticia tirou a roupa do filho, colocou o menino debaixo do chuveiro e correu para buscar atendimento. Jorge foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa da extensão das lesões, predominantemente de segundo grau e com algumas áreas profundas.
Durante o tratamento, ele passou por procedimentos cirúrgicos para retirar tecidos queimados e recuperar as regiões atingidas. Os curativos foram feitos com sedação e anestesia, porque Jorge era muito pequeno. Depois de reagir bem aos cuidados, deixou a UTI, foi encaminhado para a enfermaria e recebeu alta.
Mesmo após sair do hospital, uma lesão profunda na perna direita permaneceu aberta. Leticia enviava fotografias ao médico e levava o filho às consultas enquanto aguardava o fechamento do ferimento.
O cirurgião Rafael Avarenga, responsável pela Equipe de Queimados do Hospital Anchieta, explicou que a recuperação exige acompanhamento da cicatrização, dos movimentos e de possíveis efeitos ao longo do crescimento. Segundo ele, esse cuidado pode continuar por bastante tempo, dependendo da profundidade das lesões.
Cuidados em queimaduras
A escaldadura, causada pelo contato com líquidos quentes, é a queimadura mais comum em menores de cinco anos. Em crianças, a pele é mais fina, o que pode fazer com que a lesão seja mais profunda. Elas também podem perder mais líquido e entrar em choque hipovolêmico.
Em caso de queimadura, a orientação é colocar a área atingida em água corrente, em temperatura ambiente, por 30 a 40 minutos. Não devem ser usadas pomadas ou receitas caseiras. A pele precisa ser coberta com uma toalha ou pano limpo, e a criança deve ser levada ao hospital.
Leticia afirmou que a experiência transformou a família e disse considerar a recuperação do filho um milagre, lembrando que ele tinha 30% de chance de óbito.








