O cantor Netinho de Paula foi diagnosticado com carcinoma papilífero na tireoide, informou a assessoria do artista. O músico, que também concorre à Câmara dos Deputados na atual eleição, deve passar por uma cirurgia para retirar o tumor em outubro.
Aos 56 anos, Netinho descobriu a doença depois que um nódulo foi identificado na glândula. Exames complementares foram necessários para verificar se a alteração era maligna. Após a repercussão, o cantor mencionou no palco um câncer na amígdala, mas a equipe confirmou que o diagnóstico é de um tumor na tireoide.
Como o diagnóstico é feito
Nódulos são lesões sólidas que podem surgir por diferentes motivos e não significam necessariamente câncer. Na tireoide, a maioria dessas alterações é benigna. Mesmo assim, a investigação pode incluir exames de imagem e punção para biópsia. O material coletado é analisado em laboratório para definir se há sinais de malignidade.
O câncer de tireoide pode não provocar sintomas. Nódulos pequenos muitas vezes não são percebidos. Conforme crescem, podem ficar palpáveis ou visíveis e causar desconforto. Pela localização da glândula, alterações maiores também podem provocar dificuldade para falar ou engolir, tosse e rouquidão.
Em casos com sintomas sistêmicos, podem aparecer fadiga, aumento dos gânglios linfáticos e perda de peso sem explicação. Hiper e hipotireoidismo, por sua vez, não costumam ser causados por mudanças na estrutura da glândula, embora exames feitos para investigar essas condições possam revelar nódulos.
Tratamento e prognóstico
O carcinoma papilífero representa mais de 80% dos casos de câncer de tireoide. Ele costuma evoluir lentamente e, quando descoberto no início, a sobrevida após cinco anos do diagnóstico se aproxima de 99%. A assessoria informou que o tumor de Netinho está em estágio inicial.
Além do tipo papilífero, existem os cânceres folicular, oncocítico e anaplásico. O anaplásico é descrito como o mais agressivo e apresenta maior chance de metástase.
Nos tumores mais localizados, a cirurgia pode ser suficiente. O procedimento pode incluir a retirada completa da tireoide. Nesse caso, é necessária reposição hormonal. Para quadros mais avançados, a equipe médica pode avaliar radioterapia e quimioterapia.








