Netinho de Paula, 56 anos, será submetido a uma cirurgia em outubro para retirar um nódulo na tireoide. Exames identificaram um carcinoma papilífero em estágio inicial, o tipo mais comum de câncer nessa glândula.
A endocrinologista Lorena Lima Amato afirma que o diagnóstico precoce favorece o resultado do tratamento. “Se o tumor for detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100%”, disse.
Sinais de alerta
O câncer de tireoide costuma avançar lentamente e pode alcançar os gânglios linfáticos do pescoço. Os sinais incluem caroço ou nódulo perceptível na região, rouquidão ou mudanças persistentes na voz, dificuldade para engolir ou respirar e aumento dos gânglios do pescoço.
De acordo com o cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi, esses sintomas podem não ser percebidos ou ser associados a problemas menos graves. “Por isso é importante procurar um especialista ao notar qualquer alteração persistente na região do pescoço”, afirmou.
A faixa etária em que os sintomas começam com mais frequência fica entre 30 e 50 anos. A doença também é identificada mais vezes em mulheres do que em homens.
Diagnóstico e tratamento
Entre os fatores associados ao crescimento do câncer estão tratamentos com radiação na cabeça, no pescoço e no tórax, principalmente durante a adolescência; histórico familiar; idade acima de 40 anos; e nódulo grande com crescimento rápido.
A confirmação pode ser feita por ultrassonografia e punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Conforme o caso, o tratamento costuma envolver a retirada total ou parcial da tireoide. A terapia com iodo radioativo também pode ser utilizada.
A informação sobre o diagnóstico foi divulgada pela assessoria de imprensa em nota publicada neste sábado (26/9).








