São Paulo, Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 192.115 -0,00% São Paulo 17°C 16° / 23°
A notícia como ela é
Nobel de Medicina reconhece criação da optogenética, que usa luz para controlar neurônios
Foto: Niklas Elmehed/The Nobel Committee for Physiology or Medicine/Reprodução
Saúde

Nobel de Medicina reconhece criação da optogenética, que usa luz para controlar neurônios

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel foram premiados pelo desenvolvimento de uma técnica que ativa ou desativa células nervosas.

O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi concedido ao norte-americano Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel pelo desenvolvimento da optogenética, técnica que permite controlar células nervosas com luz.

A descoberta criou uma espécie de interruptor capaz de ativar ou desativar neurônios. A tecnologia é usada em pesquisas para investigar como o cérebro produz memórias, sentimentos e comportamentos, além de mapear circuitos ligados a funções neurológicas.

Da alga aos neurônios

A base do trabalho surgiu no início dos anos 2000, quando Hegemann e Nagel estudavam as algas unicelulares Chlamydomonas. Os pesquisadores queriam entender como esses organismos conseguiam nadar em direção a uma fonte de luz.

O estudo levou à identificação da canalrodopsina, uma proteína localizada na superfície das células. Quando atingida por luz azul, ela abre um canal que permite a entrada de íons e gera um impulso elétrico. Hegemann e Nagel descobriram ainda que essa proteína podia tornar qualquer célula sensível à luz.

Em 2005, Deisseroth levou a descoberta para células nervosas de ratos. Ele introduziu nelas o gene da canalrodopsina e demonstrou que a capacidade de produzir um sinal nervoso com luz azul permanecia ativa.

Dois anos depois, em 2007, o pesquisador desenvolveu um mecanismo para controlar células nervosas no cérebro de ratos vivos. O avanço é considerado o marco fundador da optogenética.

Desde então, a técnica passou a ser utilizada em estudos sobre o funcionamento cerebral, doenças neurodegenerativas e psiquiátricas. Também aparece em pesquisas que buscam recuperar a visão em deficientes visuais.

Os três laureados

Georg Nagel tem 73 anos e é professor da Universidade de Würzburg desde 2004. Ele fez doutorado na Universidade de Frankfurt e chefiou por mais de uma década um grupo de pesquisa no instituto onde realizou sua tese.

Peter Hegemann, de 71 anos, obteve o doutorado no Instituto Max Planck de Bioquímica. Desde 2004, é professor da Universidade Humboldt, em Berlim.

Karl Deisseroth, de 54 anos, é bioengenheiro e psiquiatra. Ele se formou em Harvard, fez doutorado na Universidade Stanford e é professor nessa instituição desde a virada do século.

Antes do Nobel, os três haviam recebido outras premiações em neurociências. Entre elas está o Brain Prize de 2013, concedido também a Ernst Bamberg, Edward Boyden e Gero Miesenböck, pesquisadores envolvidos nos estudos de optogenética.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5