Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel receberam o Nobel de Medicina de 2026 por descobertas sobre canais iônicos ativados pela luz e optogenética. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 5.
A Assembleia do Nobel, no Instituto Karolinska, na Suécia, concedeu aos pesquisadores um prêmio de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões. O valor será dividido igualmente entre os três.
Como funciona a optogenética
De acordo com o comunicado do Nobel, a optogenética permite investigar como células nervosas moldam memórias, sentimentos e comportamentos no cérebro vivo.
Peter Hegemann e Georg Nagel identificaram, em uma alga unicelular, a proteína canalrodopsina. Sob luz azul, ela abre um canal que permite a entrada de íons na célula e produz um impulso elétrico.
Karl Deisseroth levou o gene da proteína para células nervosas de ratos e provocou um sinal nervoso usando luz azul. O trabalho foi publicado em 2005. Dois anos depois, o pesquisador aplicou o mecanismo no cérebro de camundongos vivos.
A técnica ajudou a revelar circuitos neurais relacionados a memórias, sentimentos e comportamentos relevantes para distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Segundo o Nobel, o método também é usado por pesquisadores em tentativas de restaurar a visão de pessoas com deficiência visual.
Deisseroth nasceu em 1971, concluiu o doutorado em 1998 e a formação em Medicina em 2000, na Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ele é professor de Bioengenharia e de Psiquiatria e Ciências do Comportamento, ligado ao Howard Hughes Medical Institute e à Universidade Stanford.
Hegemann nasceu em 1954 e concluiu o doutorado em 1984 no Instituto Max Planck de Bioquímica, em Martinsried, na Alemanha. Nagel nasceu em 1953 e obteve o doutorado em 1988 na Universidade de Frankfurt, na Alemanha. Os dois são professores em universidades alemãs.
O prêmio de Medicina abriu a sequência de anúncios do Nobel de 2026. As demais categorias serão divulgadas nas datas informadas pelo comitê.









