Imagens de satélite conseguem indicar mudanças na alimentação de colônias de pinguins-de-adélia (Pygoscelis adeliae) pela cor dos resíduos deixados na paisagem antártica. A informação é usada no acompanhamento das condições do Oceano Antártico.
Quando o krill antártico (Euphausia superba) e o krill do gelo (Euphausia crystallorophias) predominam na dieta, os excrementos e o material regurgitado ficam rosados. Já o consumo majoritário de peixes produz resíduos cinzentos.
Indicadores ambientais
Por ocuparem níveis tróficos superiores, os pinguins funcionam como espécies sentinelas das oscilações ambientais. A composição do guano e das penas permite observar alterações no consumo de presas ao longo das estações do ano.
O acompanhamento também usa fotografias aéreas feitas por helicópteros e transmissores via satélite instalados nos animais. Esses recursos ajudam no monitoramento populacional e das rotas de navegação.
Proteção das colônias
A dependência do krill deixa as colônias expostas à redução do gelo marinho e à expansão da pesca comercial na Península Antártica.
O monitoramento contínuo integra as ações da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártica (CCAMLR), que atua na preservação das espécies e no controle pesqueiro. Os dados foram divulgados pelo Australian Antarctic Program.








