INGOLSTADT, ALEMANHA — A Audi começou a fabricar o A2 e-tron com uma linha que combina automação, inteligência artificial e reaproveitamento de equipamentos. O projeto reutiliza mais de 1.200 componentes de produção, entre eles pistolas de solda robóticas e cerca de 250 robôs empregados anteriormente em outros veículos da marca.
A unidade de Ingolstadt também adotou recursos digitais para apoiar a montagem. Estações automatizadas passaram a instalar as rodas nos eixos dianteiro e traseiro. Robôs equipados com câmeras e visão computacional identificam pequenas peças metálicas em recipientes desorganizados e as retiram para uso na produção.
Outro sistema, o Edge Cloud 4 Production, centraliza testes e parametrizações do veículo em uma nuvem industrial. Com a mudança, mais de 450 computadores industriais foram eliminados da linha. Funcionários da manutenção também contam com chatbots baseados em inteligência artificial para diagnosticar falhas e consultar informações logísticas.
Logística e fabricação
A Audi fixará a ordem dos pedidos seis dias antes do início da montagem. Com isso, os fornecedores podem entregar os componentes na sequência em que serão instalados, sem a necessidade de áreas de armazenamento intermediário no centro fabril.
A redução na quantidade de componentes e peças catalogadas diminuiu ainda o espaço destinado aos chamados supermercados de logística, pequenos estoques próximos à linha. A estrutura da carroceria do A2 e-tron será produzida de forma flexível na mesma linha do Audi A3 a combustão.
A empresa afirma que essas medidas reduziram em 21 meses o intervalo entre o desenvolvimento e a preparação para a fabricação, em comparação com projetos anteriores. Gernot Döllner, CEO da AUDI AG, disse que o modelo é o Audi mais eficiente já construído e foi pensado para atender às necessidades de diferentes regiões.
Trabalhadores
A representação dos funcionários apoiou a chegada do modelo elétrico de entrada a Ingolstadt. Jörg Schlagbauer, presidente do Conselho Geral de Trabalhadores da Audi, afirmou que a categoria defendia desde 2019 o desenvolvimento e a produção do veículo na fábrica.
O treinamento incluiu módulos virtuais em tela e atividades práticas na linha de montagem. Siegfried Schmidtner, diretor da fábrica, disse que a preparação envolveu trabalho em equipe e novas otimizações nos processos.








