A ministra Cármen Lúcia votou contra a proposta de Gilmar Mendes para que os processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça fossem analisados em conjunto. Com o voto, a votação sobre a questão de ordem ficou empatada em 4 a 4.
Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes acompanharam o pedido de Gilmar Mendes. No sentido contrário, votaram Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e André Mendonça, que defenderam a tramitação separada dos dois procedimentos.
Cármen Lúcia afirmou que respeita a posição do relator e declarou: “Sou deferente sempre ao relator”. Antes de votar, a ministra demonstrou preocupação com a crise no Supremo Tribunal Federal a menos de 20 dias das eleições de 2026. Ela disse estar envergonhada com o cenário e lamentou não ter contribuído para trazer estabilidade à Corte.
“Eu peço desculpa ao povo brasileiro que esperava uma postura diferente”, afirmou Cármen Lúcia. A ministra também disse que não sofre pressão para escolher determinado voto e defendeu a independência dos magistrados.
A Corte discute uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes pela manhã. O ministro propôs adiar o julgamento e reunir, em uma única análise, os relatórios da Polícia Federal sobre Moraes e Mendonça. Ele também pediu um novo sorteio de relator, por considerar que Fachin não poderia ter se autoproclamado relator das ações.
A proposta inclui ainda a citação de ministros de cortes superiores mencionados nas investigações sobre o Banco Master por supostas irregularidades e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Pedido de vista
Flávio Dino pediu vista do julgamento da Petição 16662, que trata da possibilidade de investigar a conduta de Alexandre de Moraes no caso do Banco Master. O ministro disse que tomou a decisão para interromper a situação e suspender o julgamento após uma discussão entre André Mendonça e Gilmar Mendes.
Paulo Gonet, procurador-geral da República, rebateu acusações de ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na sequência, Mendonça e Gilmar discutiram. Luiz Fux e Cármen Lúcia se pronunciaram sobre o pedido de vista.
Os ministros ainda não analisam se Alexandre de Moraes deve ser investigado.








