Ciro Gomes afirmou que o conflito com o irmão, Cid Gomes, afetou sua rotina a ponto de fazê-lo buscar ajuda psicológica pela primeira vez. O candidato ao governo do Ceará pelo PSD disse que passou a enfrentar dificuldades para dormir e momentos de choro após a ruptura familiar.
“Não tenho vergonha de dizer. Procurei… procurei ajuda”, declarou Ciro em entrevista à TV SerTão. Ele atribuiu parte da recuperação ao acompanhamento recebido e ao apoio da esposa, Gisele. O político também afirmou que voltou a sentir paz depois do período de sofrimento.
Conflito entre os irmãos
A divergência ocorreu durante as eleições do estado de 2022. Cid Gomes, então ligado ao PSB, defendia a candidatura à reeleição da governadora Izolda Cela, posição que preservaria uma aliança local de 16 anos com o PT.
Ciro, que disputava a Presidência da República, apoiava a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. A escolha provocou o rompimento da aliança entre PDT e PT no Ceará e foi seguida pela saída de Cid do partido, junto com outros políticos.
Ciro disse que considerava Cid como um filho e afirmou não ter intenção de atacá-lo. Para encerrar o assunto, declarou que decidiu tratá-lo como alguém que não existe, por entender que seu caráter não permite atacar um irmão. Também mencionou o respeito aos pais e afirmou que considera o episódio encerrado.
Disputa pelo governo
Ciro voltou a concorrer ao Palácio da Abolição, sede do governo cearense. Em pesquisa da Quest divulgada na sexta-feira (4/9), aparece com 45% das intenções de voto no 1° turno, contra 34% do governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição.
Na pesquisa Datafolha divulgada no dia anterior, Ciro registra 46% das intenções de voto no primeiro turno. Elmano de Freitas aparece com 37%.








