Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou no PT as críticas feitas durante agendas de campanha no Ceará e não pediu votos para Ciro Gomes (PSDB), apesar de o PL apoiar oficialmente o tucano no estado.
Em Juazeiro do Norte, na manhã desta quarta (16), o senador afirmou que o Ceará não avançará enquanto tiver um governador ligado ao PT. Também disse que o estado ficará entregue às facções criminosas e prometeu libertar a população cearense, caso seja eleito presidente da República.
“Pode ter certeza de que enquanto o Ceará tiver um governador ligado ao PT, não vai desenvolver, vai ficar travado”, declarou Flávio.
O candidato afirmou ainda que pretende fazer uma parceria com um governador disposto a combater as facções criminosas e a trabalhar pelo desenvolvimento do estado. Embora não tenha citado nomes diretamente, um dos alvos das críticas é Camilo Santana (PT), senador e ex-governador do Ceará.
Na terça-feira (15), Flávio se reuniu com aliados e participou de um comício em Fortaleza. Ele apoia a reeleição de André Fernandes (PL-CE) para deputado federal e a eleição de Alcides Fernandes (PL-CE), pai de André, para uma das cadeiras do Senado pelo estado.
Disputa no Ceará
O PL apoia Ciro Gomes na disputa contra Elmano de Freitas (PT) pelo governo do Ceará. Ciro, porém, não participou das agendas de campanha de Flávio no estado.
A estratégia de Ciro é evitar a nacionalização da disputa e não aparecer ao lado de presidenciáveis. A campanha aposta em parcelas de eleitores bolsonaristas e lulistas.
Flávio também não mencionou Ciro nem pediu votos para ele nos discursos. Ciro foi um dos pivôs da crise provocada por divergências políticas entre Flávio e Michelle Bolsonaro, que não concorda com o apoio do PL cearense ao tucano.








