O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná determinou o sigilo de documentos anexados ao pedido de registro de candidatura de Deltan Dallagnol e encaminhou o caso ao Ministério Público. A decisão ocorreu após a inclusão de dados bancários e fiscais de Cristiano Zanin no processo eleitoral.
O ministro do Supremo Tribunal Federal pediu que Deltan seja intimado para se manifestar no prazo de 24 horas. Zanin também solicitou providências para corrigir a situação e a responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.
A documentação integra um procedimento que tramitou no Conselho Nacional do Ministério Público. Segundo a defesa de Deltan, trata-se de uma reclamação disciplinar apresentada por Zanin e outros procuradores quando o ministro ainda era advogado. O material tinha milhares de páginas e incluía os dados fiscais e bancários de Zanin.
Os advogados de Deltan afirmaram que apresentaram cópias integrais dos procedimentos para responder às impugnações contra a candidatura. A justificativa foi evitar a omissão de informações que pudessem ser relevantes para a análise do conteúdo.
O TRE do Paraná informou que tomou conhecimento da juntada de documentos fiscais sigilosos de autoridades no processo de registro. Por isso, determinou a atribuição imediata de sigilo aos documentos. O processo reúne mais de 5 mil páginas.
Disputa pelo Senado
Deltan, ex-procurador da República, aparece na liderança de um levantamento para o Senado pelo Paraná. A pesquisa registra 30,8% das intenções de voto para ele. Alexandre Curi, do Republicanos, tem 28,4%, enquanto Gleisi Hoffmann, do PT, aparece com 25,7%.
O pedido de Zanin foi apresentado neste sábado, 5, após a divulgação do vazamento dos dados. Os documentos haviam sido retirados de um processo do Conselho Nacional do Ministério Público e inseridos integralmente pela campanha de Deltan no sistema do tribunal para contestar a tentativa de impugnação do registro de candidatura.








