O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) anunciou que vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu sua campanha ao Senado pelo Paraná. A medida interrompeu os atos eleitorais e os repasses dos fundos eleitoral e partidário ao candidato.
A liminar foi determinada neste sábado (19) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques. O pedido foi apresentado pela coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e pela Federação do Brasil da Esperança, formada por PSOL, PT e PCdoB.
Em nota, Dallagnol afirmou que seu registro de candidatura continua ativo. Ele citou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que, no último dia 9, acolheu um recurso da defesa e permitiu o registro da candidatura do ex-deputado federal.
Argumentos apresentados
Floriano afirmou que a decisão do TRE-PR foi tomada em afronta ao TSE, sem respaldo jurídico e com efeitos sobre o processo eleitoral. Dallagnol contestou a decisão do ministro e apontou contradições no entendimento. Também disse que a suspensão ocorreu em um momento importante da corrida eleitoral e alegou estar à frente nas pesquisas de intenção de voto.
A nota ainda menciona a proximidade e a relação antiga entre Floriano e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dallagnol relacionou a decisão à semana em que liderou o lançamento do movimento Meu Senador Assina, que convocou candidatos ao Senado de todo o país a declarar apoio ao pedido de impeachment de Moraes.
O candidato também afirmou que o processo está sob sigilo e que não teve acesso à petição usada para pedir a suspensão da campanha. “Hoje é a minha candidatura. Amanhã pode ser qualquer cidadão diante do poder do Estado”, declarou Dallagnol.








