SÃO PAULO — Os candidatos à Presidência da República Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) voltaram a comentar nesta quinta-feira (10) a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Cury defendeu investigações sobre o ministro Alexandre de Moraes, enquanto Renan afirmou que a disputa na Corte envolve grupos políticos.
Durante um encontro na Genial Investimentos, em São Paulo, Cury disse que autoridades devem ser investigadas independentemente do cargo que ocupam. O candidato também defendeu que Moraes sofra impeachment caso sejam comprovadas irregularidades.
“Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou Cury. Ele declarou que sua posição não representa um julgamento antecipado e que integrantes de todos os Poderes devem ser responsabilizados quando houver comprovação de irregularidades.
O candidato citou ainda o caso do Banco Master e classificou o episódio como uma “vergonha”. Para Cury, as apurações precisam esclarecer responsabilidades sem se prolongar e devem ser conduzidas com rapidez.
Avaliação de Renan Santos
Após participar de um evento na Amcham, em São Paulo (SP), Renan Santos afirmou que o STF deixou de tratar apenas de Direito e passou a ser marcado por disputas de poder. Na avaliação dele, a Corte está em guerra e reúne “duas facções”: uma ligada ao petismo e outra ao bolsonarismo.
O candidato disse que o ministro André Mendonça vem se destacando por levar a público um problema que envolve outros integrantes do Supremo. Também afirmou que a reação de Alexandre de Moraes seria interpretada como uma traição interna, enquanto Edson Fachin teria tentado interromper o conflito.
Renan se referiu à decisão de Fachin que suspendeu medidas de Mendonça e Flávio Dino sobre o cargo do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em outra decisão, Fachin retirou Moraes do inquérito das fake news.
Para Renan, o STF se tornou um campo de batalha e deveria passar por uma reorganização. Ele avaliou ainda que a Corte tentará buscar uma composição com qualquer governo eleito, em razão das indicações que o próximo presidente deverá fazer ao Supremo.








