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Flávio Bolsonaro associa voto em Lula a apoio a Alexandre de Moraes em ato em SP
Foto: Sam Pancher/Metrópoles
Brasil

Flávio Bolsonaro associa voto em Lula a apoio a Alexandre de Moraes em ato em SP

Candidato do PL atacou o ministro do STF e afirmou que indicará cinco ministros caso seja eleito presidente.

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou neste 7 de setembro que votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva significa apoiar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A declaração foi feita durante ato na Avenida Paulista, na região central de São Paulo.

Flávio disse que não permitirá que Lula indique novos ministros com perfil semelhante ao de Moraes. “Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal”, afirmou. Moraes foi indicado ao STF por Michel Temer.

O ministro foi um dos principais alvos do discurso. Flávio o chamou de “laranja podre” e declarou que pretende indicar cinco ministros ao Supremo caso seja eleito. O candidato também mencionou a facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018 e classificou o 8 de Janeiro como uma “farsa”. Segundo Flávio, o pai sofreu uma segunda facada ao ser condenado por um crime que não cometeu.

Discursos no ato

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que ninguém está acima da lei e da Constituição. Ele pediu respostas do STF sobre Alexandre de Moraes e defendeu que o tribunal se una para apurar denúncias, e não para se defender.

Nikolas Ferreira voltou a chamar de “pastel de vento” os áudios em que conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele também afirmou que o lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia.

O ato teve um boneco inflável com a figura do ministro André Mendonça, em apoio a ele. Os primeiros discursos homenagearam o ministro indicado por Jair Bolsonaro e fizeram críticas a Moraes. O pastor Silas Malafaia afirmou que “desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República” e pediu que Edson Fachin, presidente do STF, afastasse Moraes.

Flávio chegou à Avenida Paulista por volta das 14h30, acompanhado da esposa, Fernanda, e cumprimentou apoiadores no trio elétrico. A programação começou com discurso da bispa Sonia Hernandes, seguido pela deputada Bia Kicis. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também falou e declarou que “Supremo é o povo brasileiro”.

Ao lado de Flávio, o locutor do evento pediu anistia para Jair Bolsonaro, preso após condenação pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Público e cenário eleitoral

A manifestação teve como motes “Fora, Lula, Fora, Moraes” e “É agora ou nunca”. A campanha de Flávio considerou o ato um possível ponto de virada, enquanto o candidato aparecia atrás de Lula nas pesquisas de intenções de voto.

A mobilização pretendia reunir pelo menos 100 mil pessoas. De acordo com o monitor da USP, o pico foi de 28,5 mil participantes, com estimativa entre 25,1 mil e 32 mil pessoas, considerando a margem de erro.

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (3/9), apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula apareceu com 46%, e Flávio, com 44%. No levantamento divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio, 43% nesse cenário.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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