O ministro das Finanças do Reino Unido, John Healey, defendeu nesta segunda-feira (7) a manutenção das regras fiscais e apresentou uma visão otimista para a economia do país antes do Orçamento previsto para 28 de outubro.
Healey afirmou que a credibilidade das contas públicas é necessária para sustentar o crescimento e reduzir o impacto dos juros da dívida sobre as prioridades do Estado. Na apresentação, associou a expansão econômica à criação de empregos para jovens, a contratos para trabalhadores autônomos e ao aumento dos pedidos de exportação.
O discurso, no entanto, não antecipou detalhes das medidas orçamentárias. Kathleen Brooks, da XTB, avaliou que a fala deu pouco sinal sobre o conteúdo do Orçamento e priorizou formas de estimular o investimento empresarial, inclusive com iniciativas que poderiam deixar parte dos gastos fora do alcance das regras fiscais.
Entre as propostas mencionadas, Healey citou alterações técnicas no Green Book para favorecer projetos de longo prazo. Ele também prometeu reduzir em 25% o peso das regras regulatórias até o fim do Parlamento e criticou o que chamou de cultura de consultas e litígios, apontada como um obstáculo para obras de infraestrutura.
O ministro ainda apresentou um plano de transferência de receitas para autoridades regionais. A proposta prevê maior retenção de impostos locais e, a partir de 2028, o repasse de parte do imposto de renda. Não foram detalhadas, porém, as formas de compensação. Healey também não descartou aumentos de impostos, mas evitou antecipar medidas impopulares.
Ele disse que sua gestão continuará o trabalho do ex-premiê Keir Starmer e da ex-ministra das Finanças Rachel Reeves para recuperar a disciplina fiscal e o respeito do Reino Unido entre seus aliados.
No mercado financeiro, a libra teve leve alta, enquanto os rendimentos dos Gilts reduziram o avanço inicial. O movimento ocorreu em um dia com feriado nos Estados Unidos, condição que tende a diminuir a liquidez dos ativos em escala global.








