O Desenrola 3.0 poderá alcançar até R$ 150 bilhões em dívidas, de acordo com a estimativa do governo federal. A nova etapa prevê que a União compre carteiras de débitos inadimplidos de pessoas físicas mantidas por instituições financeiras e outras empresas credoras.
Anunciado na sexta-feira (25/9), o programa foi criado por meio de medida provisória. A previsão do governo é realizar em novembro o leilão para a aquisição dessas carteiras. A adesão dos credores será voluntária.
A União pretende comprar os débitos com desconto. Essa diferença deverá ser considerada na renegociação com os devedores, que poderão ter acesso a condições mais favoráveis para quitar as obrigações. O foco são dívidas com longo período de atraso.
Avaliação dos bancos
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recebeu positivamente o anúncio e afirmou esperar que a iniciativa ajude a reduzir o endividamento das famílias e melhore o ambiente de crédito.
A entidade declarou que os bancos estão “muito sensibilizados” com o cenário de inadimplência. Segundo a federação, o problema tem comprometido “o bem-estar financeiro das famílias e o bom funcionamento do mercado de crédito”.
Para a Febraban, o formato simplificado e a participação do governo federal podem ampliar o alcance das renegociações. A entidade também afirmou que a proposta respeita as características do mercado.
Podem entrar no programa débitos com atraso entre dois e quatro anos e meio nas modalidades de cartão de crédito rotativo ou parcelado e crédito pessoal sem consignação em folha. Também estão previstas dívidas de até R$ 10 mil.
A medida provisória estabelece que o Desenrola 3.0 poderá funcionar até 30 de junho de 2028. A expectativa da federação é que a implementação alivie a situação financeira das famílias e contribua para melhorar o ambiente de crédito.








