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Empresário aparece como ganhador de 570 apostas que somam R$ 176,4 milhões
Foto: Divulgação/Receita Federal
Brasil

Empresário aparece como ganhador de 570 apostas que somam R$ 176,4 milhões

Antonio Carlos Freixo Júnior é alvo da Operação Crédito Oculto, que investiga lavagem de dinheiro e a compra de uma distribuidora de combustíveis.

O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, aparece em relatórios financeiros como ganhador de 570 prêmios e apostas, com valor total de R$ 176,4 milhões. Os registros consideram o período entre 2020 e 2025.

Freixo é alvo da Operação Crédito Oculto, nome oficial da 3ª fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 24/9. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao mercado financeiro e à compra de uma distribuidora de combustíveis.

O empresário é dono da Entre Investimentos e Participações, apontada como uma das empresas usadas para viabilizar a lavagem de capitais. Ele também é investigado por operar repasses de Daniel Vorcaro que chegaram ao fundo responsável pelo financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Como funcionaria o esquema

O Ministério Público de São Paulo, com apoio da Receita Federal, da Secretaria de Fazenda de São Paulo, da Procuradoria-Geral do Estado e das polícias Civil e Militar, investiga uma estrutura criada para ocultar os verdadeiros donos de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo e viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.

A titularidade formal da usina teria sido dividida entre fundos de investimento e empresas aparentemente independentes. Em uma das operações, R$ 370 milhões em direitos creditórios foram negociados por meio de cotas de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, financiado com recursos do próprio grupo. A operação teria criado um fluxo financeiro circular para conferir aparência de legitimidade às transações.

Segundo a investigação, R$ 100 milhões foram direcionados à aquisição da distribuidora. Em poucos minutos, o valor passou pelas contas de três empresas ocultadas em contas bolsões dentro de fintechs. Essas empresas teriam funcionado como contas de passagem para fragmentar e esconder a origem do dinheiro antes do direcionamento para a usina.

A usina passou a integrar a carteira de um fundo criado para a transação. O fundo adquiriu um Certificado de Depósito Bancário Vinculado junto a um banco tradicional, que emitiu créditos para duas empresas de fachada pertencentes à própria organização criminosa. Capitalizadas por essa simulação, elas foram usadas na aquisição da distribuidora.

Mandados

São cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo e outros seis estados. Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e os irmãos dele, André e Bruno Tupinambá. Freixo também é alvo das buscas.

O Banco Genial informou que Humberto Tupinambá não integra a diretoria nem é sócio da instituição desde maio de 2026. O banco também afirmou ter comunicado ao Coaf as operações relacionadas ao Fundo Radford e adotado medidas adicionais de governança e controle, incluindo processo de inspeção interna, revisão da governança das operações de crédito, afastamento do então diretor dos processos decisórios e posterior destituição.

Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, o banco disse ter renunciado à administração do Fundo Radford e mantido a colaboração com as autoridades, fornecendo informações e documentos solicitados.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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