GOIÂNIA (GO) — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (27/9) que pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teriam ajudado a espalhar na internet o boato de que ele teria um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A declaração foi feita durante uma carreata por uma região nobre de Goiânia. Flávio também acusou o PT de manter uma estrutura de disseminação de mentiras com dinheiro público e disse que a campanha petista estaria em desespero.
“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, afirmou o senador.
A CNBB foi procurada sobre a acusação e ainda não havia respondido.
Decisão judicial
Flávio criticou ainda uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que retirou a obrigação de remover uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre o caso. A ordem de retirada havia sido determinada pelo ministro André Mendonça, do STF e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mendonça havia ordenado a exclusão da publicação e proibido novos posts com o mesmo teor, sob pena de multa de R$ 30 mil. A medida alcançava conteúdos que apresentassem como verdadeiro o boato de que Flávio ou familiares teriam proposto retirar o título de Padroeira, mas preservava críticas, sátiras e opiniões.
O caso ganhou repercussão em 23 e 24 de setembro, após a circulação de mensagens que atribuíam a grupos evangélicos ligados ao senador a intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Na noite do dia 24, Tabet publicou no X uma imagem da santa acompanhada de uma frase sobre a família do senador.
Embora a postagem não citasse nominalmente Flávio ou familiares, o senador apresentou uma representação no TSE. Ele alegou que o conteúdo divulgava informação sabidamente falsa, promovia ódio racial e fazia ligação com milícia.
Flávio afirmou que pretende pedir a responsabilização dos envolvidos por crimes eleitorais e ações cíveis. A votação do primeiro turno está marcada para o próximo domingo (4/10).








